Sua empresa está preparada para trabalhar com a diversidade de gerações?

por Redação
19 de agosto de 2024 às 11h16min

Por muito tempo as empresas acreditavam que era preciso gerir as equipe através de microgerenciamento. Isso se deve pelos valores das gerações da época

A Geração dos Veteranos, formada por pessoas que nasceram entre 1925 e 1944, viveram na época da 2ª Guerra Mundial. Marcados por grandes crises econômicas, são indivíduos de personalidade mais rígidas, eles respeitam fielmente as regras e são atraídos pela estabilidade. Muitos já estão aposentados, mas permanecem no mercado de trabalho e preferem hierarquias rígidas, além de ficarem anos na mesma empresa.

A chegada da geração X, nascidos entre 1961 e 1980, trouxe o pensamento de que “a empresa não é tudo”. Para eles, as hierarquias menos rígidas importam, apreciam estabilidade e são profissionais comprometidos e consistentes em suas ações.
Esperam reconhecimento profissional e acreditam que não precisam estar dentro de um escritório para trabalhar, pois são ativos, dinâmicos e também pensam em empreender.

A Geração Y ou os Millennius, correspondem as pessoas nascidas entre 1981 e 2000, aproximadamente. Também são marcados pela revolução tecnológica e já entram no mercado de trabalho com essa realidade. São informais e por isso, uma hierarquia rígida lhes parece desinteressante. São globalizados e a mentalidade é de que a organização precisa se adaptar ao indivíduo e não o contrário.

Essa geração desafia muitos gestores. São emocionalmente carentes e instáveis, querem trabalhar por paixão e com aquilo que gostam. Não se prendem a status social e dinheiro é apenas uma forma de poder ser livre, o que diminui seu apego a ele. Já a geração Z (de 1995 até 2010) quer ser ouvida e deseja impactar o mundo além de buscar um propósito em tudo que faz.

Percebemos que ao longo prazo, empresas que são rígidas estão perdendo talentos e consequentemente deixando de inovar. Se faz necessário que as empresas estejam aptas a ver os indivíduos na sua individualidade e diversidade e saibam reconhecer suas forças para posicioná-los em cargos e atividades, onde eles possam se sentir fazendo parte de uma construção com sentido e propósito. Muitas vezes isso pode exigir uma mudança na cultura corporativa para garantir um ambiente que seja mais acolhedor e colaborativo.