Café especial produzido em sistema agroflorestal reforça protagonismo de Pernambuco no Festival Café Cultural

por Redação
31 de julho de 2026 às 07h08min

 Torrefação Café Biu do Céu une sustentabilidade, rastreabilidade e valorização da cultura regional 

O mercado brasileiro de cafés especiais vive um momento de expansão impulsionado pelo interesse crescente dos consumidores por produtos de origem, qualidade e identidade. Maior produtor e exportador de café do mundo, para 2026, o Brasil tem uma safra estimada em 66,7 milhões de sacas de 60 kg, o que representa um crescimento de 18% em relação ao ano anterior e um recorde histórico na série, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), consolidando a força da cafeicultura nacional. Paralelamente, cresce a valorização dos cafés artesanais e de pequenos produtores, que apostam em processos cuidadosos de cultivo, torra e rastreabilidade para oferecer experiências sensoriais diferenciadas. 

É neste cenário que o Café Biu do Céu, torrefação artesanal sediada em Taquaritinga do Norte, no Agreste de Pernambuco, participa do Festival Café Cultural, de 30 de julho e 2 de agosto, apresentando uma proposta que vai além da bebida. A marca une cafés especiais, produção sustentável e valorização da cultura popular nordestina, transformando cada xícara em um convite para conhecer a história, a paisagem e os personagens da Serra da Taquara.

Fundado pelo engenheiro agrônomo e especialista em cafés especiais Alex Pimentel, o Café Biu do Céu presta homenagem a Severino Pimentel, pai do engenheiro, que era conhecido como “Biu do Céu”. A produção acontece em um sistema agroflorestal centenário, sombreado por árvores nativas no brejo de altitude de Taquaritinga do Norte, a cerca de 900 metros de altitude. Além dos grãos produzidos na propriedade, a torrefação realiza uma curadoria de cafés especiais de diferentes regiões brasileiras, selecionados pela qualidade sensorial, origem e rastreabilidade.

“Nosso propósito é mostrar que um café especial também pode carregar identidade, memória e respeito ao território onde é produzido. Trabalhamos em sistema agroflorestal porque acreditamos que qualidade e sustentabilidade caminham juntas. Cada lote conta uma história e queremos que o consumidor conheça não apenas os aromas e sabores, mas também as pessoas e a cultura que existem por trás de cada xícara”, destaca Alex.

Durante o Festival Café Cultural, o público poderá degustar diferentes perfis de cafés especiais, disponíveis em grãos, moídos na hora e também em sachês para infusão, formato que facilita o preparo de um café de alta qualidade em qualquer ambiente.

Outro destaque da participação da marca é o lançamento de uma edição comemorativa com embalagem inspirada na obra do Mestre Noza, um dos maiores representantes da xilogravura brasileira. A iniciativa aproxima o universo dos cafés especiais da arte popular nordestina, reforçando o compromisso da empresa com a valorização da cultura regional.

Incubado pela Jornada de Torrefação Empreendedora, iniciativa da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), o Café Biu do Céu investe na torra artesanal, na valorização dos produtores e na difusão da nova cafeicultura brasileira. A própria ABIC registra o fortalecimento desse segmento, destacando que o país já conta com uma categoria específica para cafés especiais em seu programa de certificação e que o mercado consumidor segue em expansão, impulsionado pela busca por produtos de maior qualidade e valor agregado.

Mais do que comercializar café, a torrefação pernambucana convida o público a conhecer a origem dos grãos, compreender diferentes métodos de preparo e descobrir como tradição, inovação, sustentabilidade e cultura podem coexistir na mesma xícara.