10 de setembro de 2025 às 10h54min
Com recursos inéditos no Nordeste, exames de endoscopia e colonoscopia passam a contar imagem avançada, aumentando a sensibilidade na detecção de lesões e contribuindo para diagnósticos mais precoces
O desafio do diagnóstico precoce do câncer colorretal, terceiro tumor que mais mata no Brasil, ganha reforço com a chegada de tecnologias de ponta ao Nordeste. Exames de endoscopia e colonoscopia já podem ser realizados com suporte de Inteligência Artificial, elevando a precisão na identificação de pólipos e outras alterações da mucosa intestinal.
Atualmente, as diretrizes orientam que a colonoscopia seja realizada a partir dos 45 anos e repetida a cada dez anos, em caso de resultado negativo.
“A colonoscopia é essencial para o diagnóstico precoce, pois a doença pode se desenvolver sem apresentar nenhum sintoma. Além disso, quando descoberta na fase inicial, ainda restrita ao local de origem, a taxa de cura ultrapassa 90%”, reforça médica Leliane Alencar, presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia em Pernambuco e diretora médica da Endogastro.
Entre os recursos incorporados está o CAD EYE, sistema que funciona como um “olho extra”, treinado com milhões de imagens e capaz de reconhecer, em tempo real, padrões específicos de pólipos. Além de identificar alterações sutis, a ferramenta sugere a histologia mais provável, aumentando em até 34% a taxa de detecção de pólipos e contribuindo para diagnósticos mais precoces de doenças gastrointestinais, como o câncer colorretal.
O avanço tecnológico vai além da Inteligência Artificial. Os equipamentos utilizados contam também com a Magnificação Óptica Real, que amplia as imagens em até 145 vezes com alta definição, permitindo observar vasos e estruturas microscópicas com precisão. Outras tecnologias complementares fortalecem os exames, como o LCI (Linked Color Imaging), que intensifica o contraste entre tons vermelhos e brancos para facilitar a visualização de inflamações e lesões iniciais, e o BLI (Blue Light Imaging), que projeta luz azul-violeta para destacar vasos e diferenciar lesões benignas de malignas.
Para especialistas, esse ecossistema tecnológico representa um marco na prática clínica e na prevenção. Isso significa ampliar as chances de cura da doença quando identificada precocemente, reforçando a importância da inovação como aliada da saúde digestiva.