4 de agosto de 2025 às 14h08min
Por Viviane Guimarães
Em um marco importante para o tratamento de doenças raras no país, o Brasil realizou a primeira infusão do medicamento Elevidys coberta por um plano de saúde. O procedimento representa uma vitória significativa para famílias que lutam contra a Distrofia Muscular de Duchenne, uma condição genética grave e progressiva que afeta principalmente crianças do sexo masculino.
O Elevidys é uma terapia gênica considerada revolucionária e tem sido vista como uma nova esperança no combate à doença. Seu alto custo — cerca de R$ 17 milhões por dose — tem sido um dos principais obstáculos ao acesso. A infusão realizada, portanto, representa um avanço não apenas médico, mas também jurídico e social.
Mesmo com a atual suspensão temporária do uso do medicamento imposta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a família conseguiu autorização para o tratamento após uma intensa batalha legal e emocional. A decisão reacende o debate sobre o acesso a terapias inovadoras no Brasil e a responsabilidade dos planos de saúde diante de doenças raras.
Há expectativa de que a Anvisa reavalie sua posição em breve, o que poderá permitir que outras crianças tenham acesso ao tratamento. O caso simboliza não apenas a força das famílias, mas também a urgência de avanços regulatórios para garantir que a inovação científica esteja ao alcance de quem mais precisa.