Mostra na CAIXA Cultural Recife traz o encontro de artistas de Pernambuco e Bahia

por Redação
26 de setembro de 2025 às 10h00min

Projeto de artes integradas traz exposição, oficinas, rodas de conversa e espetáculos musicais

Depois de receber mais de 107 mil visitantes na edição passada e ser considerada como a mostra com o maior recorde de público da CAIXA Cultural Recife até aquele período, o Projeto PEBA chega à sua 3ª edição reafirmando a missão de criar pontes culturais entre Pernambuco e Bahia. Com o tema ‘Celebração das Matas e Quilombos’, a mostra propõe um mergulho sensorial, estético, político e ancestral nas matrizes afrodescendentes e indígenas que moldam a identidade brasileira. O acesso à exposição e a todas as atividades do Projeto é gratuito e aberto ao público em geral.

A exposição, que acontece na CAIXA Cultural Recife, reúne obras impressas e exibições contínuas de 56 fotógrafos e fotógrafas dos dois estados, numa verdadeira rede de olhares que revelam memórias, corpos e territórios. A mostra convida o público a fazer uma imersão nas histórias, nas lutas e nas celebrações dos povos originários e quilombolas, revelando a potência de seus saberes e modos de vida.

“Escolhemos celebrar as Matas e os Quilombos porque são territórios de vida, resistência e memória. Reconhecer a força dos povos originários e quilombolas é também reafirmar nossa identidade e nossa história. Essa edição do PEBA nasce do desejo de homenagear esses saberes, e de criar um espaço em que arte, cultura e ancestralidade se entrelaçam como uma rede que nos sustenta e projeta para o futuro”, comemora o fotógrafo e idealizador do Projeto, Sérgio Figueiredo.

A REDE, presente nas aldeias e quilombos como espaço de descanso, acolhimento, proteção e partilha, é o símbolo que inspira esta edição do PEBA. Mais que objeto, ela se torna metáfora: costura imagens que atravessam tempo e território, tecendo o encontro de artistas de Pernambuco e Bahia. Assim, a REDE evoca o tecido coletivo que conecta memórias, corpos e criações, configurando-se como eixo central da celebração das matas e quilombos.

Além das fotografias, dez artesãos e artesãs, apresentam peças que aproximam tradição e contemporaneidade. Nesta edição, a mostra presta homenagem à mestra artesã pernambucana Luiza dos Tatus (in memoriam), e aos fotógrafos baianos Adenor Gondim e Iêda Marques, referências na celebração da cultura popular e da memória ambiental. A curadoria é assinada por Sérgio Figueirêdo, Eduardo Romero e Rebeka Monita.