Oficina une respiração, movimento e saúde mental

por Redação
9 de abril de 2026 às 11h33min

Professor Bal conduz encontro com técnicas práticas de autocuidado emocional e presença corporal

Em meio ao aumento dos níveis de ansiedade, autocobrança e esgotamento emocional, práticas que unem corpo e mente têm ganhado cada vez mais espaço no cotidiano urbano. No Recife, uma oficina propõe um olhar direto e prático sobre esses desafios: o evento “Da culpa ao coração” será realizado neste sábado, às 9h, no bairro do Espinheiro, reunindo técnicas de respiração, relaxamento e movimento voltadas ao autocuidado.

Conduzida pelo professor Bal, do Instituto Vichara, a oficina parte de uma abordagem que mistura yoga, escuta ativa e diálogo emocional. A proposta é criar um espaço acessível para que participantes possam compreender padrões internos ligados à culpa e desenvolver ferramentas para lidar com essas emoções no dia a dia.

“A culpa, muitas vezes, não é sobre o que aconteceu, mas sobre a reivindicação do mérito. Olhar nessa direção nos livra da cobrança e de auto punição”, afirma o professor.

A programação inclui práticas de respiração consciente, exercícios de relaxamento profundo e movimentos corporais leves, pensados para pessoas de diferentes níveis de experiência — inclusive iniciantes. A ideia, segundo o professor, é que o participante saia do encontro com recursos aplicáveis na rotina.

“Não é sobre performar bem uma prática, mas sobre se escutar com mais honestidade. O corpo é, também, uma ferramenta”, diz.

O evento também dialoga com uma tendência crescente de busca por alternativas complementares ao cuidado com a saúde mental. Dados recentes apontam aumento na procura por práticas integrativas, especialmente após a pandemia, quando temas como ansiedade, burnout e sobrecarga emocional ganharam ainda mais visibilidade.

Para o professor Bal, esse movimento revela uma mudança importante na forma como as pessoas encaram o próprio bem-estar.

“Existe uma necessidade urgente pelo presente. Fomos disciplinados a nos cobrarmos incansavelmente. Com isso, parecemos esquecer do aqui e agora, que é onde a liberdade reside”, completa.