Seminário celebra legado de Naná Vasconcelos e a força do maracatu no Carnaval do Recife

por Redação
20 de maio de 2026 às 07h10min

Evento na Fundaj acontece nesta sexta-feira (22) e terá exposição fotográfica, roda de diálogos e apresentações culturais

Dez anos após a morte de Naná Vasconcelos, a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj) e a UFRPE promovem, no próximo dia 22, o seminário “Naná Vasconcelos, os Maracatus e o Carnaval do Recife”, no campus Derby da Fundaj. O encontro propõe uma reflexão sobre o legado do percussionista e sua contribuição para transformar a abertura do Carnaval do Recife em um dos momentos mais simbólicos da cultura pernambucana, reunindo nações de maracatu em um espetáculo que marcou a história da festa.

O seminário integra uma pesquisa desenvolvida pela Cátedra Naná Vasconcelos UFRPE, vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Educação, Cultura e Identidades (PPGECI), que investiga os impactos culturais, sociais e econômicos dessa política cultural iniciada em 2001. A programação contará com exposição fotográfica, apresentações artísticas, roda de conversa e o lançamento do Repositório Digital Arandu UFRPE – Cátedra Naná Vasconcelos, plataforma dedicada à preservação da memória e do acervo do artista.

Entre os destaques está a mostra “Naná do Recife para o Mundo”, que revisita momentos importantes da trajetória internacional do músico e sua ligação com os maracatus pernambucanos. O evento também terá apresentação da Escola de Música Naná Vasconcelos, projeto de extensão da UFRPE inspirado no trabalho formativo desenvolvido pelo percussionista ao longo de anos com batuqueiros e grupos culturais.

Na visão de Patrícia Vasconcelos, viúva de Naná e uma das pesquisadoras envolvidas no projeto, participar da pesquisa é “muito profundo” por resgatar a memória e cultivar o legado de Naná Vasconcelos na abertura do carnaval do Recife.

“É muito importante que a gente esteja resgatando a vivência de Naná, e é muito interessante que mais pessoas saibam desse processo didático dele, esse processo evolutivo com a formação de batuqueiros ao longo de 15 anos. Eu estou muito feliz e acho que é mais um passo a ser dado na manutenção da memória de Naná”, conta.