Setor funerário investe em soluções sustentáveis e inovações ambientais em PE

por Redação
18 de julho de 2025 às 06h40min

Com gerenciamento de resíduos, energia solar e reaproveitamento de flores, Grupo Morada transforma práticas tradicionais e propõe novos modelos para o setor funerário

A crescente preocupação com o impacto ambiental tem incentivado empresas a revisarem seus processos e a incorporarem práticas mais sustentáveis. Em Pernambuco, o Grupo Morada — holding que reúne as marcas Morada da Paz, Morada da Paz Essencial e Morada da Paz Pet — tem se destacado por adotar ações sustentáveis em suas unidades funerárias, aliando inovação, responsabilidade ambiental e acessibilidade.

Desde 2020, a empresa implantou o Plano de Gerenciamento de Resíduos do Serviço de Saúde (PGRSS) e o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS), com foco no controle e na destinação adequada dos resíduos gerados nas atividades prestadas. Essas ações seguem protocolos ambientais rigorosos e integram uma estratégia mais ampla de mitigação de impactos ecológicos.

“Temos como exigência interna a contratação de empresas especializadas para o manejo de resíduos perigosos e infectantes. Além disso, mantemos espaços adequados para o armazenamento desses materiais e promovemos capacitação constante das equipes. Essas medidas reduzem os riscos de contaminação ambiental e garantem maior proteção aos nossos profissionais”, explica Cláudio Medeiros, especialista em saúde, segurança do trabalho e meio ambiente do Grupo Morada.

Entre as ações desenvolvidas, destaca-se o reaproveitamento de homenagens florais. Após o período de exposição nos jazigos, as flores são direcionadas para reciclagem, e os resíduos orgânicos seguem para compostagem — uma iniciativa ainda pouco comum no setor, frequentemente marcado por práticas distantes dos princípios da economia circular.

Sepultamento vertical: uma alternativa sanitária e urbana

A inovação também está presente nas soluções estruturais. A unidade Morada da Paz em Paulista foi pioneira em Pernambuco ao adotar o sistema de jazigos verticais — modelo que permite sepultamentos individuais em compartimentos sobrepostos, como alternativa ao formato tradicional de cemitérios-parque.

A proposta busca atender não apenas a demandas sanitárias e de preservação ambiental, mas também a desafios urbanos, como a otimização do uso do solo e a acessibilidade financeira para as famílias.

“Trata-se de um sistema de sepultamento biosseguro. Além disso, o espaço foi cuidadosamente planejado, com áreas verdes e zonas de preservação da biodiversidade. Sabemos do nosso potencial transformador e assumimos o compromisso de oferecer alternativas que respeitem o meio ambiente e honrem a memória dos entes queridos.”, explica o diretor executivo do Grupo Morada, Emerson Matos.

Atuando em um setor ainda pouco explorado sob a ótica da sustentabilidade, o Grupo Morada integra um movimento global que propõe uma nova cultura funerária — mais consciente, sensível e alinhada aos desafios ambientais contemporâneos.